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Convidado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para tratar de temas estruturais do sistema de Justiça, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, participou da primeira sessão do Conselho Pleno da entidade em 2026 e defendeu a atuação efetiva de magistrados nas comarcas para as quais são designados, especialmente no interior do país.
Durante sua fala, o ministro destacou que a presença física do juiz é essencial para o conhecimento da realidade social e institucional das regiões onde atua. Segundo ele, o magistrado precisa estar inserido no ambiente em que exerce a jurisdição para compreender as pessoas, os conflitos e o contexto local, o que contribui para decisões mais responsáveis, humanas e conectadas com a sociedade.

A posição defendida por Mauro Campbell reforça uma bandeira histórica da OAB Rondônia, liderada pelo presidente da Seccional, Márcio Nogueira, que há anos atua nacionalmente para garantir que magistrados estejam efetivamente presentes nas comarcas, sobretudo no interior do estado.
Em 2022, ao assumir o primeiro mandato à frente da OAB Rondônia, Márcio Nogueira colocou como uma de suas principais bandeiras a defesa da presença efetiva de magistrados nas comarcas, especialmente no interior do estado. Desde o início, passou a levar o tema aos espaços nacionais da advocacia, alertando que a ausência física de juízes compromete o acesso à Justiça e distancia o Judiciário da realidade social das regiões mais afastadas dos grandes centros.
Ainda naquele ano, a pauta chegou ao Conselho Nacional de Justiça. A OAB Rondônia denunciou os prejuízos causados por comarcas sem juízes titulares presentes e provocou o debate sobre a necessidade de que magistrados residam onde exercem a jurisdição. O tema ganhou repercussão nacional e passou a integrar as discussões estruturais sobre a humanização do sistema de Justiça.
Em 2023, a atuação se intensificou. Além das articulações em Brasília, a Seccional levou o debate para dentro do estado, ouvindo advogados e cidadãos nas subseções e no Colégio de Presidentes Itinerante. Em cada cidade, a constatação se repetia: onde o juiz não está presente, a Justiça demora mais, perde sensibilidade e se afasta das pessoas.
Em 2024, a pauta já estava consolidada como uma marca da gestão. A OAB Rondônia passou a tratar a presença dos magistrados como eixo estratégico, ligado não apenas às prerrogativas da advocacia, mas à dignidade do jurisdicionado e à credibilidade das instituições.
Em 2025, a defesa de uma Justiça mais próxima da população se tornou ainda mais visível nos debates nacionais, com a Seccional de Rondônia sendo reconhecida como uma das vozes mais firmes na cobrança por um Judiciário conectado à realidade local.
E em 2026, na primeira sessão do Conselho Pleno da OAB, a fala do ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, ecoou exatamente aquilo que o presidente da OAB Rondônia vem dizendo há anos: o juiz precisa estar na comarca, conhecer o ambiente, as pessoas e os conflitos reais da comunidade para decidir com responsabilidade e humanidade.
A convergência entre o discurso do STJ, do CNJ e da OAB Nacional confirma que a luta iniciada lá em 2022 pela Seccional de Rondônia não era isolada. Era, desde o começo, uma defesa cidadã por uma Justiça mais próxima, mais humana e mais acessível para quem mais precisa dela.
